8.23.2005
A Anedota do Ano

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Eu sou funcionário público mas não posso estar mais de acordo com as medidas do Governo. Já era tempo de se porem fim a uma série de mordomias exclusivas da função pública. Tenha-se a mesma coragem para afrontar os titulares de cargos políticos ( subsídios de intergração ou reintegração?) e outros, aos quais estão associadas chorudas indemnizações. Mas atenção, essas indemnizações só acontecem porque esse pessoal não tem a noção do seu verdadeiro estatuto. Se foram admitidas por intervenção de uma determinada força política, com a ascenção de uma outra deveriam ter a honestidade de colocar o cargo à disposição
O problema de Portugal, quanto a mim, reside no seu Estado. Esse estado do Estado foi criado pelos políticos. Nomeadamente por Aníbal Cavaco que apostou «num desenvolvimento acelerado através do investimento publico e injecção de valores fiduciários na função publica». Ora o esperado retorno dessa politica suicida nunca se verificou.
Relembro que Cavaco governou com duas maiorias absolutas.
Claro que como condutores da máquina, os políticos não iam deixar a maior parte para «o povo». Quando muito, metade seria para esse povo e a outra metade para a meia dúzia de aventureiros auto apelidados de «políticos».
Entretanto o outro pagante que trabalha por conta de outrem teve de carregar com um duplo fardo: - pagar a sua parte e a parte excedente do funcionário público.
Dito de outra maneira: - o tal incremento colectado nos impostos tão esperado pelo Sr. Aníbal acabou por ter de ser pago pelos que trabalham nas empresas particulares.
Ora os vossos sindicatos sabem disso. Seria oportuno que também eles reconhecessem publicamente essa anómala situação e propusessem uma solução mais justa do que manter a dupla canga nos «outros».
Relembro que Cavaco governou com duas maiorias absolutas.
Claro que como condutores da máquina, os políticos não iam deixar a maior parte para «o povo». Quando muito, metade seria para esse povo e a outra metade para a meia dúzia de aventureiros auto apelidados de «políticos».
Entretanto o outro pagante que trabalha por conta de outrem teve de carregar com um duplo fardo: - pagar a sua parte e a parte excedente do funcionário público.
Dito de outra maneira: - o tal incremento colectado nos impostos tão esperado pelo Sr. Aníbal acabou por ter de ser pago pelos que trabalham nas empresas particulares.
Ora os vossos sindicatos sabem disso. Seria oportuno que também eles reconhecessem publicamente essa anómala situação e propusessem uma solução mais justa do que manter a dupla canga nos «outros».
E agora queres fazer o quê? Acabar com o estado?
Um estado virtual cheio de reais gatunos e oportunistas?
A receita é muito complexa.
A isso, no estado actual da situação nem uma super-revolução.
Só a natureza pode acabar com isto e começar tudo de novo.
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A receita é muito complexa.
A isso, no estado actual da situação nem uma super-revolução.
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