9.30.2005
A Praça que era Minha.

(foto de Ma.Da Silva in ptg blog)
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Um mercado, uma feira. O homem que vendia melões e a mulher que comprava nastros para fazer ligas.
Havia também uma casa de pasto onde os polícias de giro bebiam copos mesmo nas horas de serviço. Falava-se nisso entre o relembrar a foto do rei de Espanha que estava colocada na parede e a morte da avó que ocorrera quando ainda era muito jovem. Posso jurar-vos que nos meus cromossomas há de certeza registo vivo dos queijos, das abóboras, das cestas de vime, das bilhas feitas em barro, que passaram pelo corro nas manhãs de mercado livre.
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(F. Alves, Noites na Praça, 2004)
9.23.2005
Um dia sem automóveis (22.09.2005)

Meu Deus: Graças por não ter sido atropelado. Só um milagre pode explicar o facto de eu ainda estar vivo depois do passeio que fiz a pé pela cidade na manhã deste dia.
Sem um único passeio desocupado, sem uma única rua ou viela que não estivesse saturada de automóveis de grande cilindrada ou bulldozers em pleno esforço, foi de facto uma grande aventura ter metido os pés ao caminho.
Felizmente saí ileso.
9.17.2005
Qualidade de Vida

Coisa curiosa esta de que vos vou falar...
No mínimo uma vez por semana vou passear pela serra de S. Mamede numa tentativa (vã) de esquecer os problemas graves da minha vida.
Esta serra é dos lugares mais bonitos que passaram sob os meus olhos. O cheiro dos pinheiros e das charas tem o condão de me reduzir 0 elevado tónus muscular que se foi acumulando sobre o meu corpo ao logo dos anos. O simples facto de poder olhar ao longe relaxa-me os olhos e limpa-me o espírito.
A isto os políticos chamam «qualidade de vida» - ao acto simples de poder fugir dos gases saídos dos tubos de escape e carregados de metais pesados. E todos eles prometem criar condições ao povo para que todo o povo possa desfrutar dessa «qualidade de vida».
Ir à serra não custa nada. A pé, de bicicleta de montanha, de autocarro! O portalegrense tem aqui à porta o local ideal para gozar a vida com qualidade.
Curiosamente quando vou a S. Mamede não encontro por lá ninguém.